Warning: Private methods cannot be final as they are never overridden by other classes in /home/dh_umhk99/zeg2020.0e1.work/wp-includes/class-wp-session-tokens.php on line 69
Página não encontrada – ZEG https://zeg2020.0e1.work ZEG uma empresa do Grupo Capitale Energia Thu, 27 Aug 2020 19:44:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.5.18 https://zeg2020.0e1.work/wp-content/uploads/2018/12/cropped-planta-512x512-5-32x32.png Página não encontrada – ZEG https://zeg2020.0e1.work 32 32 Zeg Biogás https://zeg2020.0e1.work/biogas-de-residuos/ Sun, 16 Aug 2020 23:56:49 +0000 http://zeg.com.br/?p=514 Biogás de resíduos é a energia elétrica produzida a partir da decomposição de materiais orgânicos]]> Logo Zeg Biogás

Descubra como você pode contribuir com a sustentabilidade substituindo seu combustivel fóssil por um renovável, que fomenta a economia circular e diminui as emissões de CO2 na atmosfera.

A ZEG Biogás oferece soluções inovadoras de biogás e biometano para indústrias, agronegócios, frotas e municípios, que desejam reduzir os impactos negativos causados pelo uso de combustíveis fósseis, sem perder a competitividade.

Saiba mais o que ZEG Biogás pode fazer pelo seu negócio.

]]>
Empresa gera biogás a partir de aterros sanitários e resíduos agrícolas https://zeg2020.0e1.work/empresa-gera-biogas-a-partir-de-aterros-sanitarios-e-residuos-agricolas/ https://zeg2020.0e1.work/empresa-gera-biogas-a-partir-de-aterros-sanitarios-e-residuos-agricolas/#respond Fri, 04 Oct 2019 20:35:18 +0000 http://zeg.com.br/?p=364

Empresa gera biogás a partir de aterros sanitários e resíduos agrícolas

O plano da empresa é levar a produção descentralizada para o interior do Brasil, aproveitando os resíduos do agronegócio.

A ZEG, empresa dedicada à geração de energias renováveis do Grupo Capitale Energia, lançou um sua primeira linha de combustível a base de biometano, o GasBio. Produzido de forma descentralizada, em plantas de média escala, o insumo poderá ser utilizado em qualquer dispositivo abastecido com gás natural, como equipamentos industriais, máquinas agrícolas e veículos, tendo desempenho equivalente.

“Nosso objetivo é oferecer uma solução ambientalmente vantajosa e comercialmente viável para substituir o uso do gás natural convencional e, em especial, substituir outros combustíveis fósseis, como o GLP em regiões distantes da rede de gasodutos na indústria e o diesel nas frotas de veículos pesados”, explica Daniel Rossi, presidente da empresa.

O projeto articulou fornecedores ao redor do mundo para trazer tecnologia de ponta ao Brasil, adaptando os sistemas de produção e purificação do gás à realidade nacional. “A produção pode ser realizada a partir de diferentes tipos de resíduo, desde aterros sanitários, até resíduos agroindustriais”, afirma o executivo. A primeira planta foi instalada em São Mateus (SP), no distrito de Sapopemba, para aproveitar o biogás do Centro de Tratamento de Resíduos Leste, e tem potencial para produzir 90 mil metros cúbicos de combustível por dia, com investimento da ordem de R$ 60 milhões. Seria o suficiente para atender cerca de 12% do consumo residencial de gás natural no estado de São Paulo. A ZEG pretende instalar outras plantas pelo país, atingindo o patamar de 1 milhão de metros cúbicos por dia até 2022.

Geração distribuída de combustível

O plano da empresa é levar a produção descentralizada para o interior do Brasil, aproveitando os resíduos do agronegócio. “A vinhaça da cana-de-açúcar é uma das fontes mais promissoras. Nossa tecnologia trata a vinhaça, produzindo o GasBio e a sobra é devolvida para o campo, com equilíbrio de nutrientes, beneficiando o agronegócio”, destaca o executivo da ZEG Biogás, Rodrigo Nogueira.

Após um contrato de parceria, a ZEG instala sua planta de produção no local onde os resíduos estão armazenados e introduz uma cultura de bactérias que acelera a decomposição do material; o biogás captado é tratado para a eliminação de contaminantes e purificado para concentrações de metano acima de 90%. O resultado é um combustível totalmente adequado às regras da Agência Nacional de Petróleo (ANP), produzido a partir de resíduos, cuja utilização apresenta grandes vantagens ambientais em relação às fontes fósseis. “O diferencial é que a ZEG possui um sistema de produção modular, escalável e um rígido controle de qualidade que garante que as diferentes plantas terão custos competitivos e padronização em termos de produto, o GasBio”, assinala Daniel Rossi.

Parte do combustível produzido poderá ser utilizada pelo parceiro em seu processo produtivo, outra parte é vendida, fomentando o mercado regional e viabilizando uma alternativa energética econômica e sustentável também nos locais em que os gasodutos não chegam. “Outro ponto fundamental da nossa estratégia é garantir a distribuição eficiente do combustível até o cliente final, utilizando, inclusive, o modal rodoviário”, ressalta Rossi.

Combustível renovável

O Brasil é signatário do acordo de Paris e se comprometeu a reduzir das emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030. O setor de combustíveis tem papel relevante para atingimento desta meta, motivo pelo qual o país instituiu o RenovaBio. O programa incentiva a produção dos combustíveis renováveis e coloca como objetivo reduzir em 11% a intensidade de emissão de CO2 no setor num período de 10 anos. O biometano tem papel de destaque no programa já que reduz em até 95% as emissões de CO2 equivalente na atmosfera.

O GasBio atende os requisitos do RenovaBio e alinhará o mercado de combustíveis brasileiro às principais tendências econômicas mundiais, como a descentralização e a descarbonização, que unidas à digitalização, vem transformando a forma de produzir e consumir produtos e viabilizando práticas mais sustentáveis.

Uma cidade do Paraná também já usa o biogás gerado por fezes de suínos para abastecer toda a sua demanda de energia. O Rio de Janeiro também inaugurou recentemente duas usinas que transformam lixo em energia e biogás.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/empresa-gera-biogas-a-partir-de-aterros-sanitarios-e-residuos-agricolas/feed/ 0
Jaguar inicia vendas do I-PACE no Brasil https://zeg2020.0e1.work/jaguar-inicia-vendas-do-i-pace-no-brasil/ https://zeg2020.0e1.work/jaguar-inicia-vendas-do-i-pace-no-brasil/#respond Thu, 12 Sep 2019 19:15:22 +0000 http://zeg.com.br/?p=338 @media (min-width: 768px) { .single-post .entry img:not(.img_logo) { width: 100% !important; } }

Jaguar inicia vendas do I-PACE no Brasil


 O, I-PACE, primeiro veículo 100% elétrico da Jaguar acaba de chegar ao mercado brasileiro e terá suas primeiras 250 unidades comercializadas no País com garantia de abastecimento com energia 100% renovável pelos próximos oito anos.

Esse é o compromisso da marca britânica de veículos premium e da ZEG, empresa do Grupo Capitale que, em parceria com a Jaguar, garante que o I-PACE não apenas será um veículo com zero índices de emissões, mas também que a energia elétrica utilizada por ele terá a garantia de ser de origem totalmente renovável.

Para tornar esse fornecimento de energia limpa uma realidade para o I-PACE, a ZEG vai injetar na rede elétrica insumo 100% renovável suficiente para o consumo dos 250 carros por oito anos. Para atender à demanda, a companhia vai gerar, por ano, 1,25 GWh de energia limpa a partir das fontes solar, hídrica, biogás e de resíduos sólidos. Tal energia terá a certificação do I-REC, sistema global de certificação de energia renovável.

Com isso, os proprietários de cada um desses veículos poderão conferir anualmente os documentos que atestam a origem da energia que os recarrega, uma vez que essa energia estará atrelada ao número de chassi desses modelos.

Todos os investimentos da ZEG em geração de energia devem somar cerca de 1 bilhão de reais nos próximos dois anos, incluindo R$ 380 milhões para projetos de recuperação e tratamento do lixo urbano e industrial.

“Nossos clientes saberão que a energia elétrica que move o seu I-PACE é gerada por um meio 100% limpo, totalmente renovável. E esse é um passo importantíssimo neste início da era elétrica do automóvel”, afirma Divanildo Albuquerque, diretor geral da Jaguar Land Rover no Brasil.

“O I-PACE antecipa para hoje o futuro da Jaguar Land Rover, ao oferecer total eficiência, design, desempenho e zero emissão de poluentes”, complementa o executivo.

Já para o presidente da ZEG, Daniel Rossi, “é preciso convergir a consolidação do carro elétrico com o fomento à geração de energia limpa. O fornecimento é um pontapé inicial para aprimorar o abastecimento elétrico de veículos, assim como a ZEG tem dado outros passos em outros mercados parar a substituição de combustíveis fósseis e garantir o direito de escolha do consumidor por energia limpa”.

Campeonato mundial Jaguar I-PACE eTROPHY

A Jaguar Brasil e a ZEG, junto com o iCarros, são parceiros na equipe brasileira que compete no Jaguar I-PACE eTROPHY, primeiro campeonato mundial de corridas de carros de turismo 100% eletricos no mundo.

Desde o final do ano passado, os modelos I-PACE adaptados para competição competem entre si nas ruas das principais metrópoles do globo em uma categoria de automobilismo cujas corridas antecedem as etapas da Fórmula E.

Cacá Bueno e Sérgio Jimenez são os pilotos brasileiros na categoria que correm pela equipe Jaguar Brazil Racing representando as cores do país. Com uma vitória e seis pódios, Sérgio é vice-líder do campeonato a apenas um ponto do piloto americano Bryan Sellers.

Já Cacá Bueno, pentacampeão da Stock Car, foi o vencedor das etapas de Sanya, na China, de Mônaco e Berlim, seguindo em terceiro lugar no campeonato. Ambos têm chance de vencer essa primeira temporada do I-PACE eTROPHY e entrar para a história do automobilismo.

Sobre o Jaguar I-PACE

Sucesso global em vendas, SUV elétrico da Jaguar chegou ao Brasil, em versão única, que já está sendo vendida a partir de R$ 437.000,00. Equipado com uma bateria de íon de lítio de 90 kWh de última geração, o veículo traz autonomia de até 470 km por carga, de acordo com a norma europeia WLTP.

Quando conectado a um carregador rápido de 100 kW, o modelo alcança 80% do nível de carga das baterias em apenas 40 minutos. Com um carregador padrão de 7,4 kW, os proprietários terão os mesmos 80% de carga em 10 horas de carregamento, ou seja, eles poderão deixar seus veículos carregando durante a noite para uma ampla autonomia no dia seguinte.

Com tração nas quatro rodas, o modelo traz dois motores elétricos que desenvolvem 400 cv de potência e 696 kgfm de força, permitindo ao I-PACE acelerar da imobilidade aos 100 km/h em apenas 4,8 segundos e atingir a velocidade máxima de 200 km/h.

Seu design, inspirado no superesportivo C-X75, traz ampla praticidade e um enorme espaço interno aos ocupantes. O I-PACE é o primeiro Jaguar a oferecer o sistema de entretenimento Touch Pro Duo, extremamente intuitivo e funcional.

Prêmios JAGUAR I-PACE

O I-PACE recebeu 66 prêmios globais desde o seu lançamento, um pouco mais de um ano atrás, incluindo o World Car of the Year de 2019, World Car Design of the Year, World Green Car of the Year e o European Car of the Year. O modelo também foi eleito o carro do anon a Alemanha, Noruega e Reino Unido.

Os mais recentes reconhecimentos foram como Melhor Powertrain Elétrico, Melhor Novo Motor e melhor na categoria de carros entre 350 e 450 cavalos. Os vencedores foram anunciados no Engine Expo + Powertrain Technology Show, em Stuttgart, na Alemanha.

Sobre a Jaguar Land Rover

A Jaguar Land Rover é a maior fabricante de automóveis do Reino Unido, construída em torno de duas marcas icônicas de carros britânicos: a Land Rover, líder mundial de veículos premium com tração nas quatro rodas; e a Jaguar, uma das principais marcas de sedãs e esportivos de luxo do mundo. Na Jaguar Land Rover, somos movidos pelo desejo de entregar veículos líderes de segmento, que proporcionarão experiências que nossos clientes vão amar por toda a vida. Em 2018, a Jaguar Land Rover vendeu 592.708 veículos em 128 países.

Apoiamos cerca de 260 mil pessoas por meio de nossa rede de concessionários, fornecedores e empresas locais. Somos uma empresa essencialmente britânica, com dois grandes centros de design e engenharia, três fábricas de veículos e um centro de fabricação de motores no Reino Unido. Também temos fábricas na China, Brasil, Índia, Áustria e Eslováquia.

A partir de 2020, todos os novos veículos Jaguar Land Rover terão ao menos uma versão eletrificada, oferecendo ainda mais opções aos nossos clientes. Introduziremos um portfólio de produtos eletrificados em toda a nossa gama de modelos, englobando veículos elétricos, híbridos plug-in e híbridos leves.

A ZEG é uma empresa do Grupo Capitale dedicada exclusivamente a soluções de energia renovável, que reúne projetos em quatro frentes de negócios – solar, hídrica, biogás e recuperação de resíduos. Os projetos da ZEG devem receber R$ 1 bilhão de investimentos nos próximos dois anos. Desde seu lançamento, no ano passado, a empresa busca posicionar-se de maneira única no mercado de energia renovável, oferecendo soluções criativas de economia circular, sustentabilidade e projetos de geração de energia.

As soluções oferecidas pela ZEG estão voltadas para o atendimento a dois desafios importantes na área de infraestrutura: o aumento da demanda por energia renovável e a necessidade de gerir quantidades crescentes de resíduos, responsáveis por cerca de 10% das emissões de gases de efeito estufa no mundo e também pela contaminação da água.

A ZEG Ambiental é o braço de negócios voltado à geração de energia utilizando resíduos, com uma carteira de R$ 380 milhões em projetos de recuperação e tratamento do lixo urbano e industrial. Com o desenvolvimento de uma tecnologia própria – o Flash Dissociation System (FDS™), que pode ser colocado dentro de contêineres – foram criadas soluções que não requerem grandes obras de infraestrutura e podem ser instaladas rapidamente.

A ZEG Hidro conta com duas Centrais de Geração Hidrelétrica (CGH) em operação comercial na Bahia, além de uma usina de geração distribuída que provê energia para um grande consumidor. A ZEG Solar possui duas plantas fotovoltaicas de 6,5 MW de potência em desenvolvimento, ambas na Bahia.

A ZEG Biogás, por sua vez, está desenvolvendo projetos de geração de energia de produção de biometano em diversas áreas. No início deste ano, após a aquisição da

startup Gasgrid, a ZEG Biogás passou a comercializar o biogás de um grande aterro sanitário da cidade de São Paulo, fornecendo gás renovável para uma termelétrica de 5 MW e com o Biogás sobressalente, produzirá 90 mil m3 por dia de biometano, combustível renovável que substitui o Diesel, o GLP e o Gás Natural para a utilização de em frotas ou caldeiras industriais, além de outras possibilidades.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/jaguar-inicia-vendas-do-i-pace-no-brasil/feed/ 0
Enel e Capitale: o futuro do setor energético é colaborativo https://zeg2020.0e1.work/enel-e-capitale-o-futuro-do-setor-energetico-e-colaborativo/ https://zeg2020.0e1.work/enel-e-capitale-o-futuro-do-setor-energetico-e-colaborativo/#respond Thu, 12 Sep 2019 18:16:39 +0000 http://zeg.com.br/?p=350 Enel e Capitale: o futuro do setor energético é colaborativo

O monopólio de conglomerados em diversos segmentos deverá ceder lugar a cadeias de negócios baseadas em parcerias com startups

Recém-chegado ao Brasil, o italiano Nicola Cotugno assumiu o comando da operação nacional da Enel no final de 2018. Inovar em uma concessionária de porte global pode ser tão desafiador quanto ganhar espaço em um setor dominado por gigantes. É o caso da Capitale Energia, comercializadora de energia liderada por Daniel Rossi. A convite de Época NEGÓCIOS, Nicola e Daniel se encontraram para discutir os novos rumos do mercado energético. Fãs de Fórmula E, eles falaram sobre novas fontes de geração de energiasustentabilidade e as possibilidades abertas pela colaboração entre corporações e startups. No final deste texto, a conversa está disponível em forma de áudio.

Daniel Rossi: Temos que conseguir resolver os problemas estruturais de tributação e financiamento. É claro que, quando falamos de Brasil, temos a questão da viabilidade econômica dos projetos. Então como nós conseguimos fazer um projeto ter viabilidade econômica? Que tipo de solução a gente precisa para ter segurança em contratos de longo prazo? Temos alguns problemas para trabalhar. Do nosso lado, temos procurado sair da briga pela commodity. Estamos buscando um caminho um pouco diferente, no qual a gente consiga adotar novas tecnologias em prol de uma solução que hoje não é viável.

Época NEGÓCIOS: O Brasil possui a terceira maior capacidade de geração de energia do mundo. No entanto, um estudo da Agência Internacional de Energia aponta que deveremos perder duas posições até 2023. O que precisa ser feito para não perdermos esse protagonismo?

Nicola Cotugno: Eu valorizo muito o potencial que o país tem nas fontes renováveis. Todos os leilões e muitos dos contratos do mercado livre estão cheios de projetos desse tipo. Além disso, o potencial hidrelétrico, que hoje é muito grande, não vai permitir um crescimento tão rápido e importante no futuro. O mundo da energia renovável possibilita manter o ritmo correto: a oferta costuma subir no tempo correto para cobrir o aumento da demanda.

Daniel: Começamos o nosso trabalho focados na geração distribuída e ao longo do tempo fomos percebendo inúmeras oportunidades para atuar nesse segmento. Mas, quando disputamos com empresas que têm mais capital e escala, não temos a mesma competitividade. Somos parceiros de negócios, mas também somos competidores em algumas situações. Quando percebemos que não tínhamos como competir com a Enel com painéis e parques fotovoltaicos, por exemplo, decidimos descentralizar. A minha pergunta é: você acredita que, no Brasil, o caminho da geração distribuída e o caminho da descentralização da produção são realmente viáveis?

Nicola: Acho que as duas coisas vão acontecer. O Brasil ainda precisa subir o volume de geração. E boa parte dessa demanda vai se cobrir com projetos centralizados. Mas, como no resto do mundo, a geração distribuída vai entrar. O primeiro passo, como você comentou, se complica pelo financiamento. O Chile, por exemplo, tem um potencial solar incrível e está movendo a passos lentos. É preciso desenvolver a regulação. Os bancos e os agentes financeiros têm que entrar com o olhar que esse é um negócio importante para eles e para os cidadãos.

Daniel: Acredito que nós estamos vivendo uma mudança grande em duas vertentes. Uma delas é o mercado financeiro, com mais disposição para financiar o Brasil que ficou parado nos últimos anos. A outra é composta pelas novas fontes de energia, que estão sendo viabilizadas em um novo ambiente de consumo. A Enel hoje é uma referência em energia renovável. Vocês estão apostando em algum outro tipo de fonte específica? Alguma inovação?

Nicola: Estamos trabalhando com universidades e startups que entregam novas ideias para nós. Além da geração solar e eólica, o armazenamento de energia é um componente importante para a sustentabilidade da geração renovável. Também estamos trabalhando muito na mobilidade elétrica.

Daniel: Sobre a mobilidade elétrica, você consegue enxergar um modelo econômico para carga de veículos?

Nicola: Trabalhei muito neste tema quando era country manager no Chile. O país não tem nenhum mecanismo de incentivo. Então começamos a trabalhar com um pequeno piloto de mobilidade pública: um ônibus gratuito que traçava uma rota até o centro da cidade. Depois colocamos em marcha dois veículos de rota comercial, ao lado dos ônibus a diesel. No final do ano passado, já colocamos a primeira frota de 100 ônibus elétricos na cidade de Santiago. As pessoas pagam mais pelo bilhete por que enxergam valor no serviço. O projeto foi resultado de uma parceria com um fabricante e uma operadora de ônibus. Eu confio muito na capacidade que podemos ter de criar projetos emblemáticos com outras empresas, como a Capitale. Como você vê a evolução da parceria entre grandes corporações e novas empresas?

Daniel: Se a gente somar os esforços, acho que teremos soluções mais completas. Gastamos alguns anos desenvolvendo algumas soluções que se tornaram economicamente viáveis – não só para o investidor, mas também para quem adquire a energia. Estar ao lado de empresas de grande porte ajuda a atingir o ponto ideal da operação. O mercado financeiro tem muita concorrência. No setor elétrico, acredito muito na colaboração. O setor elétrico é colaborativo por natureza.

Nicola Cotugno: Sim, tem uma complexidade que precisa dessa cooperação. As parcerias são a base para ir mais rápido nesse mundo – e a custos menores. A soma dos talentos e a capacidade específica de cada empresa gera soluções mais eficientes e rápidas. A visão de um player que é único, que mata os competidores, é ultrapassada e ridícula. Você falou um pouco sobre sustentabilidade, que é algo que valorizamos muito na Enel. Acha que o mercado brasileiro está valorizando essa vertente?

Daniel: Quando nossos clientes começam a entender o tipo de solução que a gente consegue agregar, eles já não fazem mais tanta conta para descobrir se vão pagar mais caro ou mais barato por ela. Eles querem entender como a solução se encaixa no orçamento dele e podem escolher a alternativa mais cara se tiverem a certeza de que o projeto apoia uma causa econômica, social ou ambiental.

Nicola: Estou contente em ver que você tem a mesma percepção que nós. Acho que o mundo da energia, em geral, nunca foi tão importante como hoje. Agora temos uma responsabilidade – não só uma oportunidade – de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Não estamos falamos de um futuro distante, de uma ideia…

Daniel: Está acontecendo.

Nicola: Estamos marcando passos todos os dias.

Daniel: Você é a favor da abertura total do mercado livre?

Nicola: Somos a favor. Obviamente, compromissos de contrato precisam ser respeitados. Mas pensamos que é uma direção onde já chegamos em quase todos os países que operamos. Estamos prontos a acompanhar essa mudança. O cliente quer exercer sua possibilidade de decidir. Para isso precisamos de uma infraestrutura que possa dar a ele essa possibilidade.

Daniel: Você está no Brasil desde outubro de 2018, certo? Está ambientado com a gestão de uma companhia desse tamanho? Ainda mais agora com a aquisição da Eletropaulo [realizada em junho do ano passado, por R$ 5,5 bilhões]?

Nicola: É um grande desafio, um grande privilégio e uma grande responsabilidade. Vejo no Brasil um movimento muito rápido do nosso mercado. Também estamos passando por uma mudança de governo, com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Mas sou muito positivo em relação a isso. Vejo um país bem encaminhado e interessado em implementar toda essa inovação do mundo energético com gana e vontade.

Daniel: A Enel atua em diversas frentes de negócios. Como você consegue administrar cabeças e operações com visões tão distintas?

Nicola: O mundo em que vivemos favorece modelos de cooperação. Como distribuidor, vemos o cliente como um ponto de entrega de energia. Mas sabemos que ele precisa de infraestrutura acessar os serviços. Entre os mundos da comercialização, do mercado livre, do trading e dos serviços, existem diferenças sutis. Separamos os negócios para ganhar foco. Pensamos na satisfação do cliente e em como construir um valor compartilhado com ele. Dessa maneira, as áreas se alinham mais facilmente.

Daniel: Não sei se fico feliz ou assustado… Tudo o que você falou é exatamente o que estamos pensando e implementando na Capitale. Como é que vamos nos diferenciar da Enel? Eu não sei…

Cotugno: A complementariedade é uma das principais características do mercado atual. Estar alinhado à mesma visão de mundo fortalece nossos projetos. Para sermos os melhores em qualquer coisa, precisamos agregar o melhor do que os outros fazem. No final, o cliente quer apenas o melhor produto. Por isso não pensamos em construir ônibus elétricos. Preferimos estar próximos de quem fabrica e opera esses veículos para entregar um produto melhor feito a quatro mãos. Estou convencido que esses espaços de cooperação serão cada vez mais explorados.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/enel-e-capitale-o-futuro-do-setor-energetico-e-colaborativo/feed/ 0
Daniel Rossi está transformando lixo em energia limpa: “O Brasil não precisa temer a revolução energética” https://zeg2020.0e1.work/daniel-rossi-esta-transformando-lixo-em-energia-limpa-o-brasil-nao-precisa-temer-a-revolucao-energetica/ https://zeg2020.0e1.work/daniel-rossi-esta-transformando-lixo-em-energia-limpa-o-brasil-nao-precisa-temer-a-revolucao-energetica/#respond Thu, 12 Sep 2019 17:59:39 +0000 http://zeg.com.br/?p=326 @media (min-width: 768px) { .single-post .entry img:not(.img_logo) { width: 100% !important; } }

Daniel Rossi está transformando lixo em energia limpa: “O Brasil não precisa temer a revolução energética”

A reputação como trader não era suficiente, pois Daniel Rossi queria deixar um legado. Assim, decidiu que a sua Capitale, que compra e vende energia para diversas empresas do Brasil, iria passar também a gerá-la. Mas teria de ser limpa.

Propósito. Causa. Legado. Essas palavras são tão comuns no discurso de empresários e CEOs atualmente que se um sujeito desembarcasse na Terra hoje em dia para ser apresentado ao sistema capitalista, ele talvez não ficasse sabendo que o motor da engrenagem é o lucro e a distribuição de dividendos. Mas nem sempre falar de propósito ou de um certo legado para a sociedade significa servir-se hipocritamente do vocabulário corporativo da hora para tornar mais palatável à opinião pública um negócio que muitas vezes só beneficia os pouquíssimos acionistas. Porque há gente que efetivamente toca seus negócios visando deixar um impacto menos pernicioso na sociedade ou uma pegada não tão predatória no meio ambiente. O empresário paulistano Daniel Rossi, 42 anos, é uma dessas pessoas. Ele não tem qualquer problema em usar a palavra “legado” ao justificar porque deixou de atuar apenas como um trader do mercado de energia para tornar-se também gerador. Gerador, é importante ressaltar, de energia limpa – solar, hídrica e biogás –, jamais de origem fóssil, como o petróleo, o GLP ou o carvão.

Apenas comercializar energia, agindo de maneira análoga à atuação da tesouraria de um banco de investimento – gerindo risco, antecipando-se às flutuações de preço naturais do mercado, fazendo hedge –, não deixaria o tal legado, na sua opinião. E assim, a Capitale Energia, que Rossi fundou com o sócio Rafael Mathias, em 2010, incorporou, no ano passado, a startup ZEG Ambiental, que desenvolve tecnologia para soluções de geração de energia limpa. “O encontro com a ZEG fez sentido total para nosso objetivo empresarial, que é levar uma solução sustentável de energia para o consumidor trazendo um benefício para a sociedade”, disse Rossi a PODER na sede da Capitale, no 13º andar de um edifício do Itaim Bibi, em São Paulo.

A Capitale fez R$ 1,7 bilhão em 2018, segundo Rossi, e o empresário projeta faturamento semelhante para a ZEG em três anos. A arma da empresa é sua expertise em desenvolver projetos para clientes que se tornam parceiros comerciais na exploração de fontes de energia limpa. Hoje o grupo possui em seus ativos usinas hidrelétricas na Bahia – sem reservatórios, o que mitiga seu custo ambiental – e desenvolve no Chile um sistema de queima de resíduos sólidos, inclusive hospitalares, a altíssimas temperaturas (processo chamado de pirólise ultrarrápida), com o fito de gerar energia elétrica ou vapor. Um contêiner compacto, que pode ser distribuído para muitos pontos diferentes do país, conterá um reator para transformar lixo em gás e, então, eletricidade. Segundo Rossi, até 97% dos resíduos sólidos de um aterro sanitário podem virar energia elétrica nessa operação – ficam de fora vidro e outros materiais que não tenham carbono em sua composição. É um projeto que resolve dois problemas com uma “caixa d’água” só: além do ganho energético, aqui subsidiário, haveria liberação de espaço nos lixões. Eis um exemplo da chamada “economia circular”, em que resíduos tornam-se insumos para novos produtos. A economia circular rege outro projeto da ZEG, este desenvolvido para uma planta industrial em Juiz de Fora (MG) da empresa Nexa, a antiga Votorantim Metais. Foi com esse projeto, aliás, que a ZEG, então uma startup fundada por André Tchernobilsky e Gabriel Hamuche, tornou-se conhecida do mercado e acabou por ser incubada e depois incorporada pela Capitale. Aqui, os resíduos industriais da exploração do zinco viram biomassa e então vapor, que passa a ser usado na continuidade dos processos fabris. O projeto foi criado dentro de um programa de fomento tecnológico da Nexa, o Mining Lab, em 2016, e envolvia um “take or pay” (modalidade de acordo que obriga o contratante a honrá-lo mesmo que desista do projeto) para produção inicial de 5 toneladas de vapor por hora e capacidade instalada para o dobro disso.

 

PANACEIA

Se há tecnologia disponível para transformar amplamente resíduos em energia, é de se espantar, ou melhor, de se lastimar, que isso só seja feito em escala muito reduzida. A ambição da ZEG, contudo, não é pequena, especialmente por abarcar diversas fontes energéticas. “Temos a visão e o desejo de entrar no mercado de combustíveis deslocando o uso do diesel”, diz Rossi. Para isso, a empresa também desenvolve soluções para produção de biogás a partir de matéria orgânica oriunda da agricultura e da pecuária. Parte da energia resultante é elétrica e térmica, mas outro quinhão pode se transformar em biometano, que alimentaria veículos movidos a diesel. Difícil discordar de que o uso de energia limpa no lugar dos combustíveis fósseis é uma panaceia para algumas das dores ambientais do mundo, e isso está bem mais perto de nós do que se supõe, mas a realidade impõe, ao menos no Brasil, obstáculos à consecução dessa substituição. Deve-se lembrar que o Brasil é o mesmíssimo país que desenvolveu o álcool combustível, fomentou seu uso em larga escala pela indústria automobilística e, mais tarde, entrou com os quatro pés no pré-sal.

Rossi, de qualquer forma, acredita que a troca da matriz energética veicular é mera questão de tempo – e o Brasil deve seguir a tendência mundial pró-eletricidade. É sabido que diversos países e cidades pelo mundo já impuseram restrições à fabricação e à circulação de carros movidos a combustíveis fósseis, mas o empresário acha que a troca por aqui tem de ser feita com vagar, pois não há energia que dê conta de uma entrada súbita da frota brasileira no sistema. “Seria necessário usar energia de óleo diesel e carvão”, diz Rossi. Claro que não faz qualquer sentido ligar uma usina termoelétrica, que usa carvão, uma das matrizes energéticas mais sujas que se conhece, para fazer carros elétricos andarem. Que se dê tempo ao tempo então, mas que ele também não dure uma eternidade. Apoiar e patrocinar a equipe brasileira da Jaguar I-Pace eTrophy, fórmula própria da marca Jaguar, cujas corridas acontecem antes das provas da Fórmula E, exclusiva para carros movidos a eletricidade, foi um dos investimentos em publicidade que a ZEG achou por bem realizar (veja box abaixo). A exposição global com a categoria faz sentido quando se sabe que o processo de transformação de energia a partir de resíduos sólidos em teste no Chile tem patente própria e tende a ser exportado de lá mesmo para o mundo, aproveitando os diversos acordos comerciais multilaterais daquele país. Executivos da ZEG viajam para acompanhar o circuito mundial e procuram apresentar suas soluções de energia nas cidades que hospedam as provas.

APAGAR DA LUZ

Rossi começou sua vida profissional como trainee no finado Banco Real e construiu carreira no mercado financeiro até deixá-lo no rumoroso apagar das luzes do Banco Santos – a metáfora é mais do que figura de linguagem aqui, pois ele foi requerido pelos interventores do Banco Central a permanecer na função até o fim para ajudar na liquidação. Aí decidiu levar sua expertise em finanças para a energética EDP, passagem que significou, segundo ele, um downgrade na carreira – “tive de recomeçar do zero”, dramatiza. Foram cinco anos lá até fundar a Capitale. Hoje, a intimidade com movimentações financeiras lhe permite indicar com destreza os caminhos a ser trilhados na produção de energia. “Dominamos na Capitale duas grandes forças, que são a estratégia de preço e acesso ao mercado consumidor.” Eis uma das razões para a empresa não “colocar dinheiro em projetos se há um player fazendo mais barato e com mais eficiência” do que ela. “Sempre tivemos a humildade de enxergar o tamanho do investimento que poderíamos assumir”, diz. Os projetos de “capex” (aporte de bens de capital) não tão vultosos que ele persegue são também desdobramentos de sua atuação na Capitale, cujo negócio, afinal, é gerenciar as aquisições de energia elétrica de seus clientes. Para comprar bem, ele ensina, um dos pilares é não estar muito distante de onde a energia é gerada. “Gerar energia no norte e consumir no sul tem limites.” A filosofia o levou a abdicar da produção de energia eólica, cujas plantas industriais são custosas. De qualquer forma, os investimentos em geração de energia sempre contarão com parceiros estratégicos. “Não somos nem seremos uma empresa de engenharia. Não temos necessariamente 100% dos ativos em nossos negócios.” É natural, mas não deixa de ser curioso constatar que a Capitale tenha feito seu movimento “pró-legado” após readquirir os 50% de participação acionária vendida em 2012 para o Pátria Investimentos. Quando o fundo de equity entrou no negócio, a Capitale, segundo Rossi, buscava não só “musculatura financeira”, mas um parceiro para ajudar na governança. “Eu nunca tinha sido empresário, e com tantos problemas para ser empresário no Brasil, precisava me concentrar no negócio. O sócio tinha ‘skill’ para cuidar da governança.” Quatro anos depois, nas conversas com o Pátria para recuperar os 100%, Rossi converteu-se enfim ao propósito.

Aparentemente não se tratou de uma conversão ideológica, sólida, com ideias claras e distintas como no caminho do cogito cartesiano, mas se o resultado é, afinal, o que importa, tratou-se de uma conversão digna da de Paulo na estrada de Damasco. “A ficha caiu na hora em que eu percebi que não conseguia encontrar um modelo de ‘valuation’ e com ele determinar o valor da Capitale. Estava claro que éramos só um negócio de trading, em que um ano é bom, o outro não é tanto”, diz. “Vi, então, que não estávamos construindo uma empresa, mas um negócio.”

 

VELOCIDADE SEM BARULHO

Não há nada mais íntimo para o fã de automobilismo do que o ronco dos motores. Por isso o campeonato de Fórmula E, que surgiu em 2014, parecia fadado ao fracasso. É que motor elétrico, o propulsor obrigatório dos 22 carros das 11 equipes que disputam o torneio, não faz barulho. A fórmula, contudo, vingou, e está em sua quinta temporada, agora com uma novidade. Dez das 13 provas da temporada 2018/2019 contam com uma bateria preliminar, a Jaguar eTrophy, disputada apenas por carros I-Pace, SUV com motorização elétrica fabricado pela mítica marca inglesa Jaguar – hoje controlada pela montadora indiana Tata Motors — e disponível nas lojas a qualquer mortal disposto a desembolsar cerca de US$ 70 mil pelo carro. A equipe brasileira, que tem o campeão de stock car Cacá Bueno como um de seus pilotos, leva o logotipo da ZEG em espaço nobre da fuselagem. “Com o patrocínio sinalizamos que o fenômeno do carro elétrico veio para ficar e que o Brasil não precisa temer a nova revolução energética. Precisamos competir, se possível liderá-la. Temos recursos naturais e um povo que adota rapidamente as novas tecnologias”, diz Daniel Rossi, que não quis revelar o valor do contrato, cuja duração é de dois anos.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/daniel-rossi-esta-transformando-lixo-em-energia-limpa-o-brasil-nao-precisa-temer-a-revolucao-energetica/feed/ 0
Scania oficializa venda de caminhões a Gás https://zeg2020.0e1.work/scania-oficializa-venda-de-caminhoes-a-gas/ https://zeg2020.0e1.work/scania-oficializa-venda-de-caminhoes-a-gas/#respond Wed, 11 Sep 2019 17:52:39 +0000 http://zeg.com.br/?p=303 @media (min-width: 768px) { .single-post .entry img:not(.img_logo) { width: 100% !important; } }

Scania oficializa venda de caminhões a Gás

Na contramão do que apostam outros fabricantes, a Scania informa que em outubro, na Fenatran, começará a aceitar pedidos para seus modelos movidos a GNV (Gás Natural Veicular), Biogás e GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). Essas novas opções começarão a ser produzidos em março de 2020, no Brasil.

Experiência e resultado

Na Europa, já são mais três mil caminhões rodando com esse combustível, dando todo o Know how necessário para começarem com os testes por aqui. Silvio Munhoz, diretor Comercial da Scania do Brasil afirma que a diferença de 30% a 35% no investimento inicial, quando comparado com um modelo a diesel, é rapidamente absorvida, e o ganho financeiro e ambiental são significativos. “Quero mostrar para o cliente a redução de 15% no custo operacional após aproximadamente dois anos e meio de operação. Como o caminhão vai durar mais ou menos sete anos, ele terá três anos e meio de lucro adicional gerando caixa para investimentos adicionais, além dos benefícios ambientais na emissão de CO2, que estão na ordem de 15% com o GNV e 90% no Biogás”.

Questionado com relação a infraestrutura de abastecimento ele revelou: “estivemos em uma reunião com uma grande distribuidora de combustíveis na semana passada. O investimento prioritário deles agora é a popularização e pulverização de gás natural e gás liquefeito. Outra empresa está terminando a maior planta de biometano no mundo que está sendo construída no interior de São Paulo, esses e outros investimentos já estão acontecendo. Então, não temos mais a preocupação com relação a distribuição de combustível”. Isso certamente trará mais segurança para aqueles que enxergam, no gás, uma solução sustentável.

Veículo

Estarão disponíveis motorização de 9 litros com 280 cv e 340 cv e de 13 litros de 410cv. A tara é a mesma do diesel, a diferença é a distância de entre eixos que é maior para caber os tanques que trazem maior autonomia. Motoristas dizem que o cavalo sendo mais longo melhora e muito a estabilidade, mais um ponto positivo. Existem outras opções da Scania com chassi mais curto com tanques de gás menores, mas que diminuem a distância de rodagem. Tudo depende da aplicação. Outo importante ponto é que ele pode rodar com GNV ou Biometano, ou a mistura dos dois. A eletrônica faz a leitura do combustível e muda o mapeamento do motor, adequando-o para obter o melhor desempenho. Ainda terá a opção do gás liquefeito, para operações de longa distância.

Capacidade x distância

Equipado com oito tanques de 18 litros, tem capacidade técnica de 236 m3 (a temperatura ambiente de 25º C em média na região influência diretamente na quantidade de gás que pode ser abastecido), além da infraestrutura que o posto oferece, outro fator importante na capacidade de abastecimento, é possível abastecer no interior de São Paulo aproximadamente 190 m3. Nessa configuração, os tanques garantem uma autonomia média de 550 km. Essa distância também sofre variações conforme a qualidade e topografia da estrada, entre outros fatores.

Com os 236 m3 que os tanques têm a capacidade de abastecimento, seria possível rodar entre 700 km e 730 km. Segundo Leonardo Menezes, gerente de Teste de Campo, “a temperatura ideal para abastecimento de um veículo a gás é de 15º C, assim conseguimos abastecer 100% da sua capacidade”. O executivo apresenta outros pontos que podemos creditar à infraestrutura e que influenciam na rapidez e capacidade de abastecimento: “na Europa, os postos utilizam compressor de 1.500 Kg Joule e aqui no Brasil os cerca de 2.000 postos que tem condições de abastecer veículos a gás, utilizam compressor de 750 kg joule. Para abastecer os tanques são utilizados os mesmos bicos utilizados em automóveis, que são classificados como ABNT 1 ou NGV 1. Temos também uma opção que utilizam na Europa, ele tem uma vazão maior, que aqui seria equivalente ao ABNT 4 ou GNV 2”. Leonardo informa ainda que os veículos saem de fábrica com os dois bicos, caso o transportador tenha estrutura própria para abastecimento e preferir a opção europeia. Para atingir distâncias maiores, Munhoz dá a opção do gás liquefeito, que, com a mesma capacidade de abastecimento, mais que dobra a autonomia.

Na prática

Um modelo equipado com a cabina R de 410 cavalos, com tração 6×2, está rodando desde outubro de 2018 na Morada Logística, empresa que faz a logística da Citrosuco. O caminhão já rodou 110 mil quilômetros fazendo a rota Matão, interior de São Paulo, sede da empresa, até o Porto de Santos, no litoral paulista. A Citrosuco é uma antiga parceira da fabricante no desenvolvimento de soluções para o transporte. Este modelo está apto a rodar com o GNV ou Biogás, mas no teste foi utilizado apenas gás. André Leopoldo, diretor-Geral da Morada Logística, ressalta a alegria de fazer parte da maior mudança que já ocorreu na utilização de combustível alternativo e que deve mudar a história do transporte. “Neste quase um ano que estamos rodando com o veículo não tivemos nenhum problema mecânico. Somente são feitas as paradas periódicas recomendadas pela Scania. Em rendimento, não há diferença entre esse caminhão e um modelo igual a diesel, há apenas uma adaptação por parte do motorista na maneira de condução. Observamos também uma grande redução de ruídos do motor, mas o principal resultado foi a economia de quase 15% no real por quilômetro em abastecimento de combustível”.

Novos testes

Um modelo G 410 XT com tração 6×4 entra em operação em uma das usinas da São Martinho, que é um dos maiores produtores no mercado sucroalcooleiro. Esse teste será com o primeiro caminhão movido a biometano em ambiente fora de estrada no Brasil e contará com a parceria da empresa ZEG (Zero Emission Generation) que pertence ao grupo Capitale. Carlos Jacob, diretor de Inteligência de Mercado da ZEG esclarece: “toda essa revolução da mobilidade só faz sentido se estivermos trabalhando com energia renovável.

Estamos construindo uma planta em Sapopemba, SP, com capacidade de produzir 90 mil m3 de biogás e estará em operação até o final do primeiro semestre de 2020. Lá, utilizamos tecnologias para extrair um valor energético do metano que hoje é lançado na atmosfera. Hoje, retiramos de aterros sanitários que teriam uma decomposição natural e iriam jogar o metano na atmosfera e transformamos no que chamamos de GásBio”. Jacob ainda enfatiza: “com o GásBio conseguimos uma redução de até 90% de CO2, então, a cada 300 km rodados com um caminhão, representa o mesmo se tivéssemos plantado uma árvore”. Ele ainda prevê investimentos no interior do Brasil, principalmente na rota da soja.

Paulo Gianesini, da engenharia de Pré-Vendas esclarece: “o melhor diesel é aquele que não é queimado. Para cada litro de diesel deixamos de emitir 2,6 quilos de gás carbônico na atmosfera. Por isso que o caminhão a gás deixou de ser uma alternativa especial e passou a fazer parte do portfólio de vendas”. Segundo a fabricante, este ano ainda entrarão em operação mais três unidades para novos testes, dois em longa distância e um na coleta de lixo.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/scania-oficializa-venda-de-caminhoes-a-gas/feed/ 0
Capitale investirá R$ 500 milhões em biogás até 2021 https://zeg2020.0e1.work/capitale-investira-r-500-milhoes-em-biogas-ate-2021/ https://zeg2020.0e1.work/capitale-investira-r-500-milhoes-em-biogas-ate-2021/#respond Wed, 11 Sep 2019 17:45:47 +0000 http://zeg.com.br/?p=299

Capitale investirá R$ 500 milhões em biogás até 2021

O grupo Capitale Energia, especializado em comercialização de energia, planeja investir R$ 500 milhões no negócio de biogás nos próximos dois anos. A meta da companhia é alcançar uma capacidade de produção de 1 milhão de metros cúbicos diários de biometano (gás natural renovável produzido a partir de resíduos sólidos ou dejetos de animais), o equivalente a quase 1% de toda a produção de gás natural do país, até o fim de 2021.

O primeiro passo foi dado em janeiro, por meio da ZEG Biogás, braço da ZEG holding, empresa do grupo Capitale, que adquiriu a Gasgrid, especializada em produção e comercialização de biometano. A empresa já produz hoje biogás a partir de um aterro sanitário na zona Leste de São Paulo. O gás é destinado a uma térmica com 5 megawatts (MW) de capacidade.

A expectativa da ZEG Biogás, no entanto, é utilizar parte do biogás para a produção de biometano. Um projeto do tipo deve iniciar a operação ainda neste ano. Em 2020, a unidade deve atingir capacidade de 90 mil metros cúbicos diários de gás natural. Com a mesma composição técnica do gás natural convencional, de origem fóssil, o biometano pode ser utilizado por indústrias, usinas termelétricas e veículos.

A meta do grupo é alcançar faturamento de R$ 600 milhões com o negócio de biogás em 2021. O faturamento anual do grupo Capitale é de R$ 1,7 bilhão, com previsão de estabilidade para este ano. A Capitale pertence aos sócios fundadores Rafael Mathias e Daniel Rossi. Em 2012, 50% da empresa foi vendida para os fundos Pátria e Blackstone. Três anos depois, os fundadores recompraram a fatia.

Com relação ao plano de investimentos de R$ 500 milhões para os próximos dois anos, Rossi explicou que parte dos recursos será bancada com capital próprio e

parte, coberta por terceiros. “Temos percebido no mercado um movimento cada vez maior de fundos que fazem questão de distribuir seu portfólio colocando parte de seus valores em mercados renováveis. Temos visto essa demanda sendo crescente”.

A ZEG foi criada no ano passado pelos sócios da Capitale Energia. A empresa possui quatro subsidiárias, uma para a área de centrais geradoras hidrelétricas (CGH, usinas com potência máxima de 1 MW), outra para produção de energia solar fotovoltaica, outra na área ambiental e a ZEG Biogás.

No longo prazo, explicou o executivo, a ideia é capitalizar a ZEG, seja por meio da venda de participação para um fundo de private equity ou por uma oferta pública inicial de ações (IPO).

“O caminho estratégico da ZEG é, em algum momento, uma captação, através de private equity ou através do IPO”, disse Rossi. “Ao longo de 2019, temos muitos projetos com alto volume de capex necessário. Pode ser que a gente tenha que antecipar algum movimento estratégico para fazer frente a toda demanda que estamos começando a capturar”.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/capitale-investira-r-500-milhoes-em-biogas-ate-2021/feed/ 0
Scania vai começar a produzir caminhões movidos a gás no Brasil no início de 2020 https://zeg2020.0e1.work/scania-vai-comecar-a-produzir-caminhoes-movidos-a-gas-no-brasil-no-inicio-de-2020/ https://zeg2020.0e1.work/scania-vai-comecar-a-produzir-caminhoes-movidos-a-gas-no-brasil-no-inicio-de-2020/#respond Wed, 11 Sep 2019 17:38:33 +0000 http://zeg.com.br/?p=294 @media (min-width: 768px) .single-post .entry img:not(.img_logo) { width: 100% !important; }

Scania vai começar a produzir caminhões movidos a gás no Brasil no início de 2020

 

A Scania vai começar a produzir caminhões movidos a biometano na fábrica de São Bernardo do Campo no primeiro trimestre de 2020. Trata-se de um biocombustível gasoso obtido a partir do processamento do biogás, que faz parte de uma estratégia da montadora para reduzir a produção de veículos movidos a combustíveis fósseis. Para levar adiante a inovação, a Scania fez uma parceria com a ZEG, empresa dedicada à geração de energia renovável e que será responsável pela produção do biometano utilizado pela montadora. Produzido de forma descentralizada, em fábricas de média escala, o insumo poderá ser utilizado em qualquer dispositivo abastecido com gás natural, como equipamentos industriais, máquinas agrícolas e veículos.

Segundo estimativas das duas companhias, o caminhão será 30% mais caro que o tradicional por causa da tecnologia. No entanto, o custo de manutenção será 10% menor. Com isso, quem comprar o caminhão movido a biometano levará dois anos para compensar o preço mais alto de compra. “Depois desse período, é só ganho”, afirma Christopher Podgorski, presidente da Scania no Brasil.

Os clientes que comprarem o caminhão terão a opção de utilizar postos de abastecimento instalados pela ZEG, caso fechem um contrato com a empresa de energia. A ZEG se propõe a instalar o posto em local acordado com o comprador, utilizando o GasBio, nome do combustível produzido pela companhia.

Segundo Podgorski, o começo da produção no Brasil segue um movimento iniciado pela montadora sueca na Europa há dois anos. Em 2018, foram vendidos 4.540

veículos comerciais movidos a combustíveis alternativos, o equivalente a 4,5% de todas as vendas da marca no mundo.

“Temos a percepção de que, como uma empresa do setor de transporte, somos parte do problema da emissão de gases que contribuem para o efeito estufa”, disse. “Então, queremos também ser parte da solução.” Hoje, praticamente todos os caminhões vendidos no Brasil são movidos a diesel.

A fabricação do caminhão movido a biometano é resultado de um investimento da Scania de R$ 21 milhões, como parte do seu plano de aporte de R$ 2,6 bilhões no Brasil entre 2017 e 2020. Com o início da produção no País, a Scania estará pronta para vender o modelo aqui e exportá-lo a todos os mercados nos quais atua.

Podgorski não revelou quantas unidades serão produzidas inicialmente, mas disse que a ideia é aumentar o volume aos poucos, conforme a demanda. Segundo ele, o produto é viável do ponto de vista industrial, de mercado e economicamente. “Além disso, a utilização de um combustível que usa fontes renováveis em um caminhão significa a redução de 90% da emissão de gases que contribuem para o efeito estufa”, disse.

O presidente da ZEG, Daniel Rossi, diz estar conversando com três grandes grupos frotistas para que utilizem o caminhão movido a biometano. Somadas, elas contam com uma frota de 300 a 400 veículos pesados.

O objetivo da empresa será buscar clientes do agronegócio, priorizando regiões com gargalos de infraestrutura. “Estamos há 12 meses mapeando o mercado e queremos produzir o combustível em lugares nos quais o gasoduto não chega, para que o produtor do agronegócio tenha segurança para substituir a sua frota”, disse Rossi.

 

]]>
https://zeg2020.0e1.work/scania-vai-comecar-a-produzir-caminhoes-movidos-a-gas-no-brasil-no-inicio-de-2020/feed/ 0
Zeg aposta em certificados para veículos elétricos https://zeg2020.0e1.work/zeg-aposta-em-certificados-para-veiculos-eletricos/ https://zeg2020.0e1.work/zeg-aposta-em-certificados-para-veiculos-eletricos/#respond Wed, 11 Sep 2019 17:25:16 +0000 http://zeg.com.br/?p=289 Zeg aposta em certificados para veículos elétricos

O crescimento do uso de carros elétricos sozinho não garante a redução das emissões se a fonte de energia utilizada para abastecer os veículos não for renovável. Foi com esse pensamento que a Zeg, empresa brasileira de energia e sustentabilidade, fechou uma parceria com a Jaguar para garantir que os primeiros 250 veículos I-PACE vendidos no Brasil serão abastecidos por fontes renováveis por oito anos.

]]>
https://zeg2020.0e1.work/zeg-aposta-em-certificados-para-veiculos-eletricos/feed/ 0
Zeg é selecionado pela Low Carbon Business Action https://zeg2020.0e1.work/zeg-e-selecionado-pela-low-carbon-business-action/ https://zeg2020.0e1.work/zeg-e-selecionado-pela-low-carbon-business-action/#respond Thu, 20 Sep 2018 18:59:39 +0000 http://zeg.com.br/?p=181 Zeg é selecionado pela Low Carbon Business Action

Zeg é selecionado pela Low Carbon Business Action, iniciativa promovida pela União Europeia, como um fornecedor homologado para dar assistência técnica em projetos de energia renovável que visa promover soluções na nova economia de baixo carbono. A Zeg também foi nominada para receber apoio financeiro em estudos de pesquisa e desenvolvimento de projetos que ajudam a cumprir o acordo de Paris com redução na pegada de carbono do Brasil.

http://lowcarbonbrazil.com.br/index-pt.php

http://lowcarbonbrazil.com.br/phase2-pt.php

 

< Voltar

]]>
https://zeg2020.0e1.work/zeg-e-selecionado-pela-low-carbon-business-action/feed/ 0